quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Esquecer algo ou alguém que marcou muito sua vida não é mole não. Esqueço objetos, esqueço de esquecer alguns q não merecem, esqueço de mim, enfim tudo. Estou aprendendo a esquecer algo que pensei que seria incapaz... Um negocio que ouvi hoje... Que você deve aproveitar seus pais, sua família e principalmente você mesmo... Se não vai chegar uma hora que você vai ter que falar adeus para tudo isso, e ai o que te resta, nada. Nada alem de nada.

Historia da maça...

Historia para se levar para a vida toda...

Meu como assim???

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Receita de Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade


Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

terça-feira, 31 de julho de 2007

O Coelho e o Pastor Alemão

Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem comprou um filhote de pastor alemão. Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos "pegar" amizade...

E, parece que o dono do cão tinha razão.
Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais. Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família e o coelho ficou sozinho. No domingo, a tarde, o dono do cachorro e a familia tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto.
Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma surra!
Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso! Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam. O cachorro coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos .
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível :
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater na porta, assustado.
Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?

- O coelho, o coelho...

- O que tem o coelho?

- Morreu!

- Morreu? Ainda hoje a tarde parecia tão bem.

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?

- Foi. Antes de viajarmos as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora reapareceu!

A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história foi o cachorro.
Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância.
Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado.
O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo. E o ser humano continua julgando os outros... Outra lição que podemos tirar desta historia. É que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situacões e nos achamos donos da verdade.
Historias como estas são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos...
As vezes fazemos o mesmo... "A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer,lutar e vencer".

Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!!!


quinta-feira, 5 de julho de 2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

Não sou poeta,mas...

"Não sou poeta, mas é a minha alma que te dou pra ler..."

Críticas...

Uma Sombra

A solidão me rodeia agora
Sinto o perfume das recordações,
o eco longínquo do tempo
perdido no ontem;
ouço o canto dos pássaros
e o murmúrio da fonte
que sussurra baixinho:
não adianta
não sabes que aquele
a quem procuras
dorme além do horizonte da vida
esquece! Diz o arvoredo
na piedosa voz de acentos verdes.
Não vês que o rubro de teus cabelos
Já esmaece no crepúsculo do sonho?
Não ouves a voz do mar
Que lentamente te chama
Para a eterna jornada?
Que esperas mais,
se a pálida lua já te prenuncia
o frio túmulo? Ouço tudo e me calo.
Calar? Sim! Que responder?
Acaso uma sombra pode
Contestar a verdade?
Sim! Uma sombra!
Sou uma sombra!
Sou aquela sombra errante.
Que vagueia em noites escuras
pela praias desertas!
Aquela sombra cinzenta
que a vida caprichosa
projetou no mundo dos homens!
Sou a sombra peregrina
que não tendo nada,
nem lar, nem amigos,
nem um nome sequer,
ousou desejar o Amor!
Sim, sou aquela sombra
Que ama e nunca foi amada!
Sou aquela sombra amarga,
Sou a sombra que passa
e passando tomou
o nome e o lar
de um alguém qualquer!
Sou a sombra intrusa,
orgulhosa e ferida,
que já foi menina,
moça e mulher!
Sou aquela sombra
Tristonha,
arrastando o desgosto,
a dor e os ais,
na lágrima parada,
gravada em meu rosto...
Desgosto de ser...
Uma sombra...
E nada mais!